Only Time Só o Tempo Who can say where the road goes, Quem pode dizer aonde vai a estrada ? Where the day flows? Para onde vão os dias ? Only time... Só o tempo And who can say if your love grows, E quem pode dizer se o seu amor crescerá As your heart chose? conforme seu coração escolher ? Only time... Só o tempo (chants) chants Who can say why your heart sighs, Quem pode dizer porque seu coração suspira As your love flies? conforme seu amor flutua ? Only time... Só o tempo And who can say why your heart cries, E quem pode dizer porque seu coração chora When your love dies? quando seu amor morre? Only time... Só o tempo (chants) chants Who can say when the roads meet, Quem pode dizer quando os caminhos se cruzam That love might be, que o amor deve estar In your heart. em seu coração ? And who can say when the day sleeps, E quem pode dizer quando o dia termina If the night keeps all your heart? se a noite guarda todo o seu coração ? Night keeps all your heart... se a noite guarda todo o seu coração... (extended chants) chants Who can say if your love grows, Quem pode dizer se o seu amor crescerá As your heart chose? conforme seu coração quiser ? Only time... Só o tempo And who can say where the road goes, E quem pode dizer aonde vai a estrada ? Where the day flows? Para onde vão os dias ? Only time... Só o tempo Who knows? Quem sabe? Only time... Só o tempo Who knows? Quem sabe? Only time... Só o tempo
Toda discriminação é odiosa. Seja motivada pela cor da pele, pela origem dos povos, pelo credo, opção sexual, condição social ou matiz política.
Mas a luta segmentada, sectarizada contra a discriminação privilegia apenas um determinado grupo e, portanto, acaba por perpetuá-la.
É isso que ocorre nos dias dedicados à consciência negra, ao índio ou ao orgulho gay.
Beira a chacota achar que um feriado a mais jogará luzes sobre a discriminação ou ajudará na luta contra ela.
No máximo, fornece palanque festivo com a falsa premissa do politicamente correto. Em ano pré-eleitoral, então, é um prato cheio.
Motivo de sobra para que o presidente Lula assine o decreto que nacionaliza o feriado do dia 20 de novembro.
Ainda assim, poucos serão os pretos, pardos, brancos ou amarelos a se rebelarem contra a utilização inescrupulosa do ideário da igualdade que, convenhamos, passa longe da institucionalização do Dia Nacional da Consciência Negra.
Negros não são melhores ou piores do que amarelos. Asiáticos e negros não são melhores ou piores do que índios, que, por sua vez, não são melhores ou piores do que os albinos, escondidos do sol e tratados como deformações da raça.
Mulçumanos, católicos, protestantes, evangélicos, judeus não são uns melhores ou piores do que os outros. Árabes, coreanos, europeus, latinos ou norte-americanos. Ninguém é melhor ou pior. Particularizar a batalha contra a discriminação é estimular antagonismos, supremacias, é avalizar o racismo. No Brasil isso chega às raias do absurdo.
Um país mulato, onde pretos 100% pretos e brancos 100% brancos são pouquíssimos, deveria comemorar sua diversidade e, com orgulho, exibi-la ao mundo.
Lula faz exatamente o oposto: confere privilégios, prega regalias. Posa como libertador e defensor da igualdade. E age perdoando crimes dos que ele considera mais iguais. Discrimina sem dó.
Com os negros, pardos, morenos e mulatos não é diferente.
Alguns ativistas defendem com unhas e dentes os regalos que o Governo lhes confere e, é claro, aplaudem o presidente. Outros, já organizados, mas menos barulhentos, não querem ver a cor acima de seus méritos.
Sabem que, se já sofriam preconceito e discriminação, a dose poderá ser muito mais severa no futuro.
Ao querer institucionalizar o racismo, o país perde o brilho invejável de sua cultura miscigenada e o melhor de sua Constituição – “todos são iguais, sem distinção de qualquer natureza” – abrindo um caminho conflituoso e incerto. Só de imaginar tenho arrepios.
Mary Zaidan é jornalista. Trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa'.
"A Pequena Sereia" foi o primeiro filme dos Estúdios Disney a que assisti, em 1990. Fã declarada e de carteirinha que sou da Disney, até hoje, procuro assistir a todos os filmes que eles lançam, seja desenho animado, seja animação, seja filme mesmo. Porém, nenhum, até hoje, superou a beleza, a magia, o encanto que "A Pequena Sereia" tem para mim.A música abaixo é a mais famosa do filme e a melhor música dançante de TODOS os filmes Disney:
Esta outra música é de um momento muito doce do filme... Quando a sereia Ariel, então transformada em humana (mas sem voz) sai pela primeira vez pra passear com o príncipe Eric, por quem é apaixonada. O problema é que Ariel precisa conseguir que o príncipe lhe dê um beijo apaixonado, para que ela fique humana para sempre, recupere a voz e então possa ficar com o seu amor. Então os seus amigos do mar, sem que o príncipe perceba, criam todo um clima romântico para incentivar a realização do sonho da princesa dos mares:
Só que, em 2008, a Disney lançou o filme "Encantada", que mistura desenho animado (no estilo antigo) e pessoas de verdade. O filme, apesar de ter sua própria estrutura, traz à lembrança alguns traços dos outros filmes tradicionais da Disney, como a própria "A Pequena Sereia", "Branca de Neve" e outros. Conta a história da princesa Giselle (Amy Adams), que, originalmente, é desenho animado. Ocorre que ela conhece o príncipe Edward (James Marsden) e a mãe deste, a bruxa má Narissa (Susan Sarandon), com medo de perder o trono, joga a moça no mundo humano, onde amores verdadeiros não existem. Giselle torna-se humana e mete-se em algumas experiências desagradáveis (como acreditar nas pessoas e ver-se traída por elas) até encontrar um advogado viúvo especialista em divórcios Robert Philip (Patrick Dempsey) e sua filhinha Morgan (Rachel Covey), que a acolhem em casa (a contragosto do pai, ao gosto da filha). A cara não leva a sério a história de que ela é uma moça de Andalásia (o nome do lugar onde ela vivia) e precisa voltar para casar com o príncipe, que ela conheceu no dia anterior e imediatamente se apaixonaram. A menininha, entretanto, tem sérias desconfianças de que a moça possa estar falando sério. O que me encantou (mesmo!) no filme é a filosofia da princesa Gisele, em muito parecida com a minha. A música abaixo, a melhor do filme, demonstra isso. O contexto da música é a seguinte: Robert tem uma noiva e ele insiste em estabelecer um bom convívio (de mãe e filha) entre esta e Morgan, uma vez que é provável que a noiva seja então a madrasta da menina a curto/médio prazo. Certo dia, Robert leva sua amiga Giselle para dar um passeio no Central Park. Lá eles começam uma conversa sobre os relacionamentos humanos. Ele mostra pra ela que, enquanto que nos desenhos animados as pessoas se conhecem, se apaixonam e se casam no mesmo dia, no mundo real elas levam um tempo para se conhecerem e então decidirem ficar juntos, como ocorreu com ele e Nancy. "Você esqueceu o felizes para sempre", lembra ela a ele. E ele tenta explicar para ela que um casamento é considerado bem sucedido se ao menos consegue durar um pouco, felicidade não é um fator importante. Que ele e Nancy (na opinião do advogado) não sabem se vão chegar nem ao final daquele dia, quanto mais se vai dar certo a vida inteira. Giselle mostra-se decepcionada. E ele tenta explicar a ela que o "felizes para sempre" não existe, que o mundo real é mais complicado do que o mundo onde ela costumava viver. O vídeo abaixo começa a partir da resposta dela "Mas não precisa ser [complicado]". E ela começa a cantar, tentando convencer seu amigo que ele precisa demonstrar para a noiva o quanto ele a ama, o quanto é importante mostrarmos às pessoas que amamos o quanto elas são importantes para nós; e que é possível fazer isso de maneiras muito simples. No filme, este é o clímax da história. É um trecho magnífico: Giselle mobiliza todas as pessoas do Central Park a cantarem e dançarem junto com ela. Um verdadeiro espetáculo, digno de desenho animado, mas feito por pessoas de verdade, dançarinos e atores da Broadway (já idosos). Vale MESMO a pena ver o original. O que se ouve no vídeo abaixo é exatamente o trecho do filme (a imagem que aparece é o cenário do fim de toda a coreografia), então é possível ouvir, durante a música, falas de outros personagens (como a do príncipe Edward buscando Giselle) intercaladas na melodia. Uma mensagem para não ser esquecida:
Lembrei-me de uma aula de História, no cursinho, há 6 anos. O professor afirmou que: "Se Fidel Castro morresse...".
Minha amiga, que estudava comigo à época, ficou indignada: "Se, não, quando! Ele vai morrer um dia!"
E eu me lembrei dessa história porque escutei essa semana um engenheiro dizer a uma advogada: "A senhora deve ter tido uma mãe...". Pra quem estuda direito de família, a pergunta é plausível. Mas, à primeira vista, ficou engraçada a possibilidade de alguém não ter tido uma mãe... Está bem, está bem, alguém pode não ter tido uma mãe (como pesquisadora de direito de família, eu não posso negar o fundo de verdade que isso tem...), mas todo mundo teve uma genitora, né? E eu acho que, na frase em questão, mãe era o mesmo que genitora...
Às vezes, precisamos nos proteger dos nossos próprios sentimentos bons... Porque o preço a pagar é alto demais e acaba não valendo a pena... E não vale a pena porque é sabido que o sofrimento vai persistir se você escolher os bons sentimentos... Assim, há vezes em que é melhor agir de maneira objetiva e suportar a dor da saudade dos momentos bons, aprender a encará-los como lembranças de um passado que, mesmo existindo faticamente todas as possibilidades de repeti-lo, para o nosso próprio bem é melhor não o fazer, uma vez que nem todos conseguem ter controle sobre sua própria subjetividade... Esse tipo de dor é característico da transição de abrir mão do que gostamos e sofrer de uma só vez, ao deixarmos para trás um período de sorrisos, mas de sofrimento à prestação (por nossa culpa, por culpa de outrem...).
Meu Deus... Eu sou resistente a dores físicas... O Senhor bem sabe a quantos procedimentos submeteram meu corpo e eu suspirei, mas não gritei... E, meu Deus, meu coração está espremido e eu o sinto como se ele levasse choques de dor tão profunda que, ao invés de doer, dá um torpor no corpo todo... E tudo ao meu redor pede meu sorriso, minha simpatia, minha aparência de que tudo vai bem...
Qual o conceito de uma pessoa emocionalmente forte?
"[...]
Sabe, no fundo eu sou um sentimental [...] Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora...
[...]
Meu coração tem um sereno jeito E as minhas mãos o golpe duro e presto De tal maneira que, depois de feito Desencontrado, eu mesmo me contesto
Se trago as mãos distantes do meu peito É que há distância entre intenção e gesto [...]
Quando me encontro no calor da luta Ostento a aguda empunhadora à proa Mas o meu peito se desabotoa
E se a sentença se anuncia bruta Mais que depressa a mão cega executa Pois que senão o coração perdoa..."
Falsa bomba tinha só frases de amor Publicado em 11.11.2009, às 07h07 Carlos Eduardo Santos e Diana Moura Do Jornal do Commercio
Que o artefato encontrado na segunda-feira (9) pela manhã, no posto de atendimento da Celpe, no Centro do Recife, não era uma bomba, a polícia já sabia. Agora, que o material fazia parte de uma obra de arte, disso, ninguém desconfiou. A suspeita de bomba que parou a cidade entre a Avenida Conde da Boa Vista e a Rua da Soledade, em plena hora do almoço, continha apenas declarações de amor.
O que o capitão da Companhia Independente de Operações Especiais (Cioe) Flávio Bantim classificou como “frases desconexas” é, na verdade, “Eu te amo” escrito em inúmeras línguas, como português, francês, inglês, alemão, italiano, entre outras, que fazem parte da obra Bauer 05, do artista plástico Flávio Emanuel.
O projeto integra uma série de ações de artes plásticas criadas para levar o público a refletir sobre o poder exercido por grandes empresas sobre os cidadãos (ver matéria no Caderno C). Segundo Flávio, a obra é uma forma de se posicionar em relação à onipresença dessas instituições, que pautam a vida das pessoas.
“O trabalho como um todo é uma ficção, uma declaração de amor para essas empresas colocada de forma irônica”, comenta o artista.
O caso deve ser investigado pela Delegacia da Boa Vista. Mas, até o fim da tarde de ontem, o material coletado no local não havia chegado às mãos do delegado João Dantas, titular da unidade policial.
Com a suspeita de que os tubos de PVC pintados de vermelho com um relógio digital grudado poderia ser uma bomba, a Companhia Independente de Operações Especiais (Cioe) da Polícia Militar terminou tendo que explodir a obra de arte.
O que sobrou do artefato foi levado para o Instituto de Criminalística (IC). A explosão intencional, no entanto, já havia revelado que o material não era uma bomba. Os papéis que haviam no interior dos tubos de PVC se espalharam pela calçada. Recolhidos pela polícia, os vestígios do que achava-se ser um explosivo estão sendo considerados provas essenciais do caso.
No local onde o suposto explosivo foi encontrado pela manhã – um funcionário da Celpe localizou o material –, a polícia comentava que câmeras da Secretaria de Defesa Social (SDS) poderiam ajudar na identificação do responsável pelo objeto.
Um dos equipamentos fica no suporte do semáforo localizado na Conde da Boa Vista. O outro, em um poste próprio na esquina da avenida com a Rua da Soledade.
Quando as imagens forem analisadas, os policiais poderão perceber que Flávio Emanuel deixou a obra de arte em frente ao posto de atendimento no dia anterior, domingo, por volta das 16h.
Para realizar a explosão intencional do que até então era uma bomba, foi necessário uma verdadeira operação de guerra. Com equipes da PM, Corpo de Bombeiros e Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), a Conde da Boa Vista precisou ser interditada nos dois sentidos.
A área teve que ser isolada, o posto de atendimento da Celpe e uma loja de colchões desocupados. A polícia chegou a considerar a hipótese do artefato ter sido colocado por alguém que queria causar pânico ou protestar contra algum serviço prestado pela Celpe.
Sou uma pessoa que ainda acredita no amor e nas pessoas... e nas duas coisas juntas.
"sou capaz dos gestos mais nobres nem eu consigo me aceitar assim tão justa chego a parecer loira, pálida e profunda nada me detém, sou a dignidade em pessoa ninguém diria que uma criatura como eu pudesse ser tão boa, uma santa, uma alma do outro mundo mas se acordo atordoada, sou capaz de armar um circo solto fogo pelas ventas, não resmungo, grito mesmo ninguém me agüenta, sou herege, estúpida, ruim como o diabo me escondo em qualquer beco, rabugenta bem no fundo do buraco, a cara cheia de olheiras argh! que eu sou de lascar quando eu quero haja paciência ou sabedoria ou pouco caso ou em ego imenso ou isso tudo para enfrentar o céu e o inferno a cada vinte minutos" (Martha Medeiros)
Minha escrivaninha
* Pensamentos e sentimentos *
"Sedule curavi humanas actiones non ridere, non lugere, neque detestare, sed intellegere." (Spinoza)
("Tenho-me esforçado por não rir das ações humanas, por não as deplorar, nem odiar, mas por entendê-las.")
"Escritor: não somente uma certa maneira especial de ver as coisas, senão também uma impossibilidade de as ver de qualquer outra maneira." (Carlos Drummond de Andrade)